Atuação

Missão

Não é segredo: a vida social é um fenômeno complexo; vários interesses se colocam simultaneamente e é razoável que conflitos entre as pessoas existam. Por outro lado, como a realidade mostra, nem sempre o Judiciário consegue dar conta dos problemas que a sociedade cotidianamente tem de enfrentar. Aliás, mesmo quando o aparato do Estado aponta alguma solução, nem sempre ela é a preferível ou a mais satisfatória para as partes e para a comunidade. 

E é exatamente diante desta constatação que o Instituto D´Accord se coloca. Sua proposta é discutir e praticar meios extrajudiciais de gestão de conflitos: mediando conflitos, capacitando mediadores e conciliadores e multiplicando os valores da cultura da paz.

Mediação

Entendemos a mediação como uma forma de condução de conflitos interpessoais por meio de um terceiro, mediador, especialmente capacitado, que auxilia os envolvidos a restabelecer a comunicação, buscando a compreensão e a transformação do conflito. 

Em apertada síntese sobre a sistemática utilizada, o mediador, sempre imparcial e sob sigilo profissional, atua como um qualificado facilitador da comunicação entre os envolvidos que, de maneira voluntária, se reúnem por algumas vezes (o número de encontros depende de cada caso), até que tenham chegado a um entendimento, seja sobre a realização de um acordo, seja sobre a necessidade de conclusão do procedimento de mediação. 

Ao término do procedimento, caso seja necessário, será redigido um termo de acordo, que, em função da sua natureza, poderá ser levado à homologação judicial pelos advogados dos envolvidos.

A mediação pode ser aplicada em diversos âmbitos, tais como o empresarial, familiar, educacional e comunitário.

Mediação Empresarial

Mediação Empresarial é uma área de atuação multidisciplinar que beneficia a resolução de conflitos entre os participantes de toda a cadeia de valor de uma empresa, os “stakeholders”. 

Muitas vezes os diferentes interesses dos agentes desta cadeia como acionistas, diretores, gerentes, clientes, fornecedores, governo, colaboradores e a comunidade podem se valer dos recursos da mediação como solução e estratégia de negociação. 

O objetivo é diagnosticar os impasses e promover a busca de alternativas para o manejo dos conflitos. Através do processo de mediação, a comunicação é revista, os fatos são ampliados e as diferentes visões e percepções são marcadas. Através do diálogo, as metas e os resultados são redefinidos de forma consensual e co-responsável. 

Os encontros para a busca de soluções satisfatórias, possibilitam a constituição de uma nova forma de relação entre todos os envolvidos, agregando valor a empresa, aos grupos e aos indivíduos.

Mediação Familiar

Medição familiar é um instrumento de condução e pacificação de conflitos nas discórdias que ocorrem nas relações interpessoais familiares, amplamente utilizado em outros países, tais como Argentina, Canadá, Estados Unidos da América, França e Portugal.

A família, talvez seja o âmbito das relações humanas onde os sentimentos sejam mais intensos e profundos, portanto seara propícia para que, diante de desentendimentos, as seqüelas emocionais e materiais sejam marcantes e dolorosas para as pessoas envolvidas.

Rupturas conjugais, disputa parental pela guarda dos filhos, violência doméstica, divergências entre pais e filhos, entre irmãos, nas novas recomposições familiares, em questões sucessórias e nas sociedades empresariais familiares encontram na Mediação Familiar uma via de restabelecimento da comunicação, reavaliação dos pontos conflituosos, compreensão recíproca dos pontos divergentes e convergentes, co-participação nas decisões tomadas e co-responsabilidade pelas escolhas feitas para construção conjunta de uma convivência pacífica.

Mediação Educacional

A escola é espaço por excelência de interação e aprendizagem, é território fértil para Mediação. Existem diferentes grupos que se envolvem: alunos, pais, professores e colaboradores em geral, e a Mediação oferece subsídio para que os conflitos entre esses grupos possam favorecer a convivência pacífica na escola. 

A escola como lugar de promoção da cidadania pode, através dos instrumentos da mediação promover um convite ao diálogo pacífico e aprendizagem da cooperação, participação coletiva e responsável. Ao mediar, desenvolve-se habilidade para gerenciar conflitos, produzindo sujeitos agentes autores das soluções. A mediação não pode estar fora da escola e a escola não pode sobreviver sem a mediação e os princípios que a norteiam.

Mediação Comunitária

As comunidades, aqui entendidas como núcleos habitacionais geralmente encontrados nas periferias das grandes cidades, são sistemas complexos, onde um grande número de pessoas vive em condições sociais, econômicas e educacionais desfavoráveis.

Nesses sistemas predominam, como formas de “resolução” de conflitos, se assim podem ser chamadas, a violência e a imposição de um poder paralelo, geralmente representado pelo tráfico, o que distancia ainda mais a população do Poder Público, em particular do Judiciário.

Como nem todos os problemas são efetivamente voltados às questões desse poder, a maior parte dessa população, formada de pessoas comuns e carentes de serviços, acaba não vendo seus conflitos solucionados, por dificuldade de acesso à justiça.

Nesse sentido, como que instintivamente, esses grupos acabam por eleger líderes comunitários que atuam no sentido de minimizar as conseqüências desses conflitos dentro da comunidade.

Com a presença cada vez mais marcante da mediação no mundo, essa experiência foi levada às comunidades, com o treinamento desses líderes comunitários para atuarem eles mesmos como mediadores dentro de seu próprio contexto de vida, o que facilita o acesso, a linguagem, a adesão da população, potencializando o efeito educativo e transformador da mediação, criando cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade. Por isso a importância de que o mediador comunitário seja um membro da própria comunidade e não alguém que não conhece e não e´ conhecido pela comunidade.

A mediação comunitária é, portanto, a mediação realizada na comunidade, para a comunidade e pela comunidade, como forma de aumento do acesso à justiça, tornando seus participantes sujeitos protagonistas dentro da vida dessa comunidade.

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